Theory of a DeadMan Song
•Novembro 8, 2009 • Deixe um comentário“a emoção me faz chorar, a tristeza me faz crescer.”
•Novembro 7, 2009 • Deixe um comentárioVitória da Conquista, Ba 07 de Novembro de 2009, sábado
Querido diário…
Mainha e Gaby pegaram carona com tio Paulinho às 6 da matina. Minha Nana só devorou uma banana e uns goles de café; a pisquita, nada e tio Paulinho um misto já congelado pela madrugada, que de quente já não tinha nada. Senti então doer o maior dos meus vícios: a dependência emocional com Gaby. Quando ela disse: Thau mãe! E as portas do carro se fecharam, com aqueles vidros escuros e eu já não pude vê-la, senti um nó no peito enquanto o coração dizia que não importava o que houvesse, eu sempre a amarei INCONDICIONALMENTE pelo resto dos meus dias e na eternidade.
Creio que pela primeira vez nesta vida compreendi o termo “incondicionalidade”. Pela primeira vez agradeci de joelhos aos Céus pelo discernimento das minhas emoções, pela transmutação de consciência e comportamento. É absolutamente irrefutável não reconhecer as orientações bondosas que estão em meu auxílio. Também agradeci por elas e por permitir que minha alma se alegrasse por se perceber em evolução…
Roberta Achy
Basta Compreender…
•Novembro 5, 2009 • Deixe um comentário“Pode o bicho de seda que está sobre a folha reconhecer a irmã na crisálida que se encontra adormecida no casulo de seda? Ou pode esta reconhecer sua irmã na borboleta da seda que voa?
Podem os vapores no ar, ou as águas no mar, reconhecer como irmãos e irmãs os pingentes de gelo na caverna da montanha?
Pode a Terra reconhecer como irmão o meteoro que cai sobre ela das profundezas do Espaço?
Assim como a Morte te livrará da Morte e a Vida te libertará da Vida, o Tempo te libertará do Tempo. O Homem se cansará tanto das mudanças que tudo nele ansiará e almejará apaixonadamente por aquilo que é mais poderoso do que as mudanças. E é certo que se encontrará a si mesmo.”
Cristal Rutilado
•Novembro 2, 2009 • Deixe um comentárioTrabalhos com Mineração. Especialidade: Cristal Rutilado
Délio Caribé de Castro
(77) 9965.6045 ou (77) 8813.6305
ou ainda contato por email: deliocaribe@hotmail.com
Vida Saudável
•Novembro 2, 2009 • Deixe um comentárioDelinqüência, Perversidade e Violência
•Outubro 31, 2009 • Deixe um comentário
A onda crescente de delinqüência que se espalha por toda a Terra assume proporções catastróficas, imprevisíveis, exigindo de todos os homens probos e lúcidos acuradas reflexões. Irrompendo, intempestivamente, faz-se avassaladora, em vigoroso testemunho de barbárie, qual se loucura de procedência pestilencial se abatesse sobre as mentes, em particular grassando na inexperiente Juventude, em proporções inimagináveis, aflitivas.
Sociólogos, educadores, psicólogos e religiosos preocupados com a expressiva mole de delinqüentes de toda lavra, especialmente os perversos e violentos, aprofundam pesquisas, improvisam soluções, experimentam métodos mal elaborados, aderem aos impositivos da precipitação, oferecem sugestões que triunfam por um dia e sucumbem no imediato, tudo prosseguindo como antes, senão mais turbulento, mais inquietador. Os milênios de cultura e civilização parece que em nada contribuíram a benefício do homem, que, intoxicado pela violência generalizada, adotou filosofias esdrúxulas, em tormentosa busca de afirmações, mediante o vandalismo e a obscenidade, em fugas espetaculares para as “origens”.
Numa visão superficial das conseqüências calamitosas desse estado sócio-moral decorrentes, asseveram alguns observadores que a delinqüência, a perversidade e a violência fluem, abundantes, dos campos das guerras sujas e cruéis, engendradas pela necessidade da moderna tecnologia em libertar os países super-desenvolvidos do excesso de armamentos bélicos e dos equipamentos militares ultrapassados, gerando focos de conflitos a céus abertos entre povos em fases embrionárias de desenvolvimento ou subdesenvolvidos, martirizados e destroçados às expensas dos interesses econômicos alienígenos, dominadores arbitrários, no entanto, transitórios…
Indubitavelmente, a Humanidade vê-se compelida a responder por esse pesado ônus, fruto do egoísmo de homens e governos impenitentes, que fomentam as desgraças imediatas, geratrizes de males que tais… O homem condicionado à técnica da matança desenfreada e selvagem, atormentado pelo medo contínuo, submetido às demoradas contingências da insegurança, incerteza e angústia disso resultantes, adestrado para matar antes e examinar depois, a fim de a si mesmo pouparse, obrigando-se a cruciais situações, ingerindo drogas para sustentar-se, açular sensações, aniquilar sentimentos, só, mui dificilmente, poderá reencontrar-se mesmo que transladado dos campos de combate para as comunidades pacíficas e ordeiras.
A simples injunção de uma paz assinada longe do caos dos conflitos onde perecem vidas, ideais e dignidade jamais conseguirá transformar de improviso um “veterano” num pacato cidadão. Além desse fator odioso, com suas intercorrências, referem-se os estudiosos aos da injustiça social vigente entre as diversas classes humanas, de que padecem os proletários e os menos favorecidos sempre arrojados às posições subalternas ou nenhures, mal remunerados, ou sem salário algum, subnutridos, abandonados. Atirados aos redutos sórdidos das favelas, guetos e malocas, vivendo de expedientes, dependentes uns dos outros, em aventuras, urdem na mais penosa miséria econômica, da qual se derivam as condições mesológicas deploráveis — causas de enfermidades orgânicas e psíquicas de diagnose difícil quão ignorada; geradoras de ódios, brutalidades e sevícias, nos quais se desarticulam os padrões dos sentimentos substituídos por frieza emocional resultante de inditosa esquizofrenia paranóide — os desforços contra a Sociedade indiferente que os relega a estágio primitivo, sub-humano. Ás vezes sobrevivem alguns descendentes, vítimas inermes do meio-ambiente, cujos hábitos e costumes arraigados jungem-os a viciações de erradicação difícil, quando não perturbante, de que não se conseguem libertar, estiolando-se, mais tarde…
Todavia, devemos considerar, à margem das respeitáveis opiniões dos técnicos e especialistas no complexo problema, as condições morais das famílias abastadas — tendo-se em conta que a delinqüência flui, também, abundante e referta, assustadora e rude, em tais meios assinalados pela linhagem social e pela tradição — cujos exemplos nem sempre salutares, substituem o cumprimento dos retos deveres pelo suborno ou os transferem para realização a servos e pedagogos remunerados, enquanto os pais se permitem desconsiderações recíprocas, desprezo a leis e costumes, impondo seus caprichos e desaires como normas aceitas, convenientes, sobre as quais estatuem as diretrizes do comportamento, agindo de maneira desprezível, apesar da aparência respeitável…
A leviandade de mestres e educadores imaturos, não habilitados moralmente para os relevantes misteres de preparação das mentes e caracteres em formação, contribui, igualmente, com larga quota de responsabilidade no capítulo da delinqüência juvenil, da agressividade e da violência vigentes, ameaçadoras, câncer perigoso a dizimar com crueldade o organismo social do Planeta. Experiências em laboratórios com ratos hão demonstrado que a superdensidade de espécimes em área reduzida torna-os violentos, após atravessarem períodos de voracidade alimentar, de abuso sexual até a exaustão, fazendo-os, depois perigosos e agressivos, indiferentes às outras faculdades e interesses. Crêem os especialistas em demografia, que o problema é semelhante no homem que vive estrangulado nos congestionados centros urbanos, onde as cifras da delinqüência se fazem superlativas, cada dia ultrapassando as anteriores. Destaquemos, aqui, a falência das implicações morais e da ética religiosa do passado, que depois da constrição proibitiva a todos os processos evolutivos viam-se ultrapassadas, sentindo necessidade de atualização para a sobrevivência, saltando do estágio primário da proibição pura e simples para o acumpliciamento e acomodação a pseudos valores novos, não comprovados pela qualidade de conteúdo. A permissividade total concedida por alguns receosos pastores, em caráter experimental, contribuiu para a morte do decoro e a vigência da licenciosidade que passou a vulgarizar a temática evangélica em indesculpável servilismo das paixões dominantes…
O delinqüente, no entanto, padece, não raro, de distúrbios endógenos ou exógenos que o impelem ou predispõem à violência, que se desborda ante os demais contributos sociais, econômicos, mesológicos… Sem qualquer dúvida, a desarmonia endócrina, resultante da exigência hereditária, as distonias psíquicas se fazem vigorosos impositivos para a alienação e a delinqüência. Muitos traumas psicológicos e recalques que procedem do próprio espírito aturdido e infeliz espocam como complexos destrutivos da personalidade expulsandoos para porões do desajuste da emoção e para a rebeldia sistemática a que se agarram, buscando sobreviver, não raro enlouquecendo pela falta de renovação e pela intoxicação dos fluidos e miasmas psíquicos que cultivam.
Além disso, os distúrbios orgânicos, as seqüelas de enfermidades várias, os traumatismos ocasionados por golpes e quedas são outra fonte de desarranjos do discernimento, ensejando a fácil eclosão da violência e da agressividade. Pulula, ainda, nos complexos mecanismos da reencarnação em massa destes dias, mergulho no corpo somático de Espírito primário nos quadros da evolução, necessitados de progresso e ajuda para a própria ascensão que, não encontrando os estímulos superiores para o enobrecimento, são, antes, conduzidos à vivência das sensações grosseiras em que transitam, desbordando os impulsos agressivos e os instintos violentos com que esperam impor-se e usufruir mais fogosas cargas de gozos em que se exaurem e sucumbem. Aderem à filosofia chã de viver intensamente um dia, a lutarem e viverem todos os dias.
A simples preocupação dos interessados — e a questão nos diz respeito a todos nós —, não resolve, se medidas urgentes e práticas, mediante uma política educativa generalizada, não se fizerem impor antes da erupção de males maiores e das suas conseqüências em progressão, apavorantes. Teríamos, então, as cidades transformadas em imensos palcos para o espetáculo cada vez mais rude da delinqüência e dos seus famigerados comparsas. Tem-se procurado reprimir a delinqüência sem se combaterem as causas fecundas da sua multiplicação. Muito fácil, parece, a tarefa repressiva, inútil, porém, quando não se transforma em um fator a mais para a própria violência.
A terapêutica para tão urgente questão há de ser preventiva, exigindo dos adultos que se repletem de amor nas inexauríveis nascentes da Doutrina de Jesus, a fim de que, moralizandose, possam educar as gerações novas propiciando-lhes clima salutar de sobrevivência psíquica e realização humana. A valorização da vida e o respeito pela vida conduzirão pais, mestres, educadores, religiosos e psicólogos a uma engrenagem de entendimento fraternal com objetivos harmônicos e metódicos — exemplos capazes de sensibilizar a alma infantil e conduzi-la com segurança às metas felizes que devem perseguir.
Por coerência, espiritualmente renovado e educado, o homem investirá contra a chaga vergonhosa da injustiça social, contra os torpes métodos que fomentam a miséria econômica e seus fâmulos, contra o inditoso e constritivo meio-ambiente pernicioso, contra o orgulho, o egoísmo e a indiferença. Os portadores de perturbação psíquica de qualquer procedência e violentos serão amados e atendidos por uma Medicina mais humana e mais interessada nos pacientes que preocupada em auferir lucros e homenagens com que muitos dos seus profissionais se envilecem, na tortuosa correria para a fama e o poder… O homem iluminado interiormente pela flama cristã da certeza quanto à sobrevivência do Espírito ao túmulo e da sua antecedência ao berço, sabendo-se herdeiro de si mesmo, modificase e muda o meio onde vive, transformando a comunidade que deixa de a ele se impor para dele receber a contribuição expressiva, retificadora.
Os homens são, pois, os seus feitos.
A sociedade são os homens que a constituem.
A vida humana resulta dos Espíritos que a compõem. Com sabedoria incontestável elucidou Jesus, o Incomparável Psicólogo, que prossegue vitorioso, não obstante os séculos transcorridos: “Busca, primeiro, o reino de Deus e Sua Justiça e tudo mais te será acrescentado”, demonstrando que, em o homem se voltando para a Pátria Espiritual – a verdadeira - e suas questões, de fundamental importância, os demais interesses serão resolvidos como efeito natural das aquisições maiores.
Nesse cometimento todos estamos engajados e ninguém se pode omitir, porqüanto somos igualmente responsáveis pelas ocorrências da delinqüência, perversidade e violência – esses teimosos remanescentes da natureza animal do homem em luta consigo mesmo para insculpir o bem e libertar dos grilhões do primarismo terreno a sua natureza espiritual. Toda contribuição de amor como de paciência, toda dádiva de luz como de saber são valiosa oferenda para o amanhã de paz e ventura que anelamos.
Joanna de Ângelis
Para fazer download do livro “S.O.S. Família de Joanna de Ângelis” completo, siga o link e adquira o arquivo *.pdf no “4shared”
http://www.4shared.com/dir/6204198/63bc70a9/Divaldo_Pereira_Franco.html
Solidão Hereditária
•Outubro 26, 2009 • Deixe um comentárioGENÉTICA EXPLICA POR QUE OS SOLITÁRIOS SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A INFLMAÇÕES E DOENÇAS NO SISTEMA IMUNOLÓGICO

http://hssuffer.wordpress.com/2009/10/26/solidao-hereditaria/
ETERNIDADE DA VIDA
•Outubro 22, 2009 • Deixe um comentário
(Os Sapatos Vermelhos, obra de Magritte 1898-1967)
Quão eterno é o nosso porvir, assim como os raios da luz e todas as coisas criadas por Deus; mas por quanto tempo andará o homem a vagar procurando aquilo que se aloja no seu interior? Por que será que encontra tamanha dificuldade de compreendê-la, pensando talvez que um dia viesse um sábio lhe dizer? Será que não percebe que cada coisa que se move ou que existe na natureza é atributo desta verdade?
O mundo real pode ser uma ilusão, á medida que não possibilita uma maior visão do universo pela própria limitação de suas vistas e de sua cegueira da ignorância interior. Existem olhos que sobrepujam a matéria e alcançam dimensões outras, até então incapazes de serem detectados por impossibilidade de nosso alcance visionário.
Esta dimensão aqui e agora, com a qual convivemos durante toda nossa existência e que é negada constantemente pelos céticos e materialistas, ou seja, por quem acredita apenas no que vê. Entretanto, muito do que o homem vê é ilusório, tal como uma estrada que se fecha ao longo, ou então as distorções causadas por um espelho, e julga-as verdadeiras.
Sabendo disto, concluímos que a estrada tem prosseguimento com a mesma largura e que a imagem do espelho não é a verdadeira; entretanto, não se percebe que também acontece assim com as outras coisas. Feche os olhos e deixe projetar à sua frente uma série infinita de imagens, tente segurá-las. Serão elas verdadeiras ou falsas? Dirão alguns que estas foram criadas por um processo de aprendizagem visual: então, podemos concluir da mesma forma que são reais, mas se apalparmos verificaremos que em nada tocamos. O que é verdade nesse caso? Quando se sonha, tem-se a impressão de viver uma situação real; entretanto, quando se acorda tudo se acaba. Pairam novas interrogações: primeiro, por que e onde estaríamos naquelas condições; se não é real, como poderíamos tê-las vivenciado?
Se isto foi uma projeção da mente, é de se acreditar que a matéria não passa de uma idéia da mente, ou que a cada dimensão nos deparamos com percepções diferentes da mesma coisa. O que é realidade neste mundo da matéria é a realidade das projeções do mundo das idéias. Por que diremos que todas as coisas são eternas? Porque foram criadas por Deus e nas ciências naturais constatamos a verdade deste fato, pois um pé de milho é antes uma semente para depois crescer, dar frutos; quando ingerido, dissociam-se em moléculas e partículas atômicas, transformando-se em energia ou vitamina que se torna integrante do corpo humano, e quando são eliminadas, ou com a morte deste corpo, entram em decomposição para novamente reintegrar-se à natureza.
Se pudéssemos fazer um retrocesso neste grão de milho, chegaríamos ao princípio de tudo, ou seja, à semente inicial. As grandes interrogações que fariam todos aqueles que buscam alguma coisa do desconhecido (aquele que assombra a todos) são: como tudo começou; de onde veio o grão de milho? Isto é a mesma coisa que querer experimentar a sensação de não ser eu para passar a sê-lo.
A princípio nossa história era conclusiva, passando a ser interrogativa já que desejar explicar o princípio de tudo é complexo, porém simples para os que admitem que tudo já existia. Mas perguntarão os mais ousados: se tudo tem princípio, o que é que existia antes de nada existir? Concluirão outros se nada existia, então nada pode ter sido criado do nada. Indo mais além, haverá aqueles que, inconformados com as próprias dúvidas sobre sua vida, indagarão: para ser criada alguma coisa é preciso algo que a tenham criado; logo, encontraríamos uma cadeia sucessiva de criações? Por certo uma resposta simples, conclusiva e acertada é aceitarmos a eternidade das coisas e do universo.
Mas parece que esta resposta não contenta a quem não aceita respostas simples. É preciso ir mais além, e mentalizemos agora.
Elimine de sua mente, sua casa e vá eliminando coisa por coisa, até ela ficar vazia; sinta o espaço. Faça desaparecer de sua mente a sua casa. Sinta-se no vazio. Vá eliminando de sua mente as casas vizinhas, até completar a cidade ou local onde mora. Sinta o vazio. Sucessivamente a outra cidade, o município, o Estado, o País, o continente. Agora, elimine por completo da sua mente o planeta Terra. Sinta o vazio. Faça o mesmo com o Sol, a Lua e os demais planetas do Sistema. Veja que o vazio vai aumentando. Elimine ponto por ponto até o fim. Sinta o enorme vazio, mentalize outras galáxias e dê prosseguimento ao processo. Suponhamos agora que se tenha concluído a eliminação de tudo o que é matéria.
Acabou tudo?Não.
Ainda resta você como integrante, ou seja, o único ponto existente em todo universo, a não ser que tenha se esquecido de algum lugar onde houvesse alguma coisa. Imagine o seu desaparecimento, agora, parte por parte, começando pela roupa, depois partes do corpo material. Existe alguma coisa ainda? Claro! Seu espírito, alma, ou qualquer nome que queira dar. Aprofundemos no imenso e infinito vazio que existe. Logo, se existe é porque você ainda é parte integrante do sistema, porque caso contrário não poderia julgá-lo – algo que não faz parte da existência inexiste, e acabaríamos com o fundamento de se arguí-lo quanto às nossas dúvidas.
Como será esse abismo sem nenhum corpo material ou físico? Por certo, está presente a energia cósmica preenchendo tudo em qualquer ponto e em qualquer lugar. Se disseres que encontrou alguma coisa, diga-nos o que há do outro lado, e se realmente encontrou é porque não executastes a completa eliminação de todo mundo físico de sua mente.
Essa energia existente foi a geradora de todos os corpos celestes por um processo que chamaríamos agora de idealizado, agrupamento dos átomos por combinações ou deslocamento. Foram-se condensando até formar um planeta, que já trazia dentro de sua estrutura toda a gênese da vida.
E quem estaria por trás disto tudo, já que sabemos que nada se faz por acaso? Quer aceitemos, ou não, é exatamente esta força, energia cósmica que preenche tudo, que chamamos Deus. Porque era pura, virou idéia e passou a ser. Movendo tudo e criando tudo, porque eram unos, indivisíveis e eternos. Mas era preciso expandir e recriar algo que pudesse diferenciar-se sem perder, contudo, seu verdadeiro atributo. E assim se fez por todo o universo, perpetuando a projeção da imagem central.
Por que alguma coisa que era pura precisou ou quis se diferenciar? É porque alcançou a eternidade, a perfeição, a harmonia, a dinâmica e a estática de todos os seus elementos. Mas se tudo era tão puro no princípio da divisão, porque hoje há gritantes disparidades? É porque o criador deu-lhes também o direito da liberdade de agir. É preciso saber também que qualquer repartição de um grupo de ovelhas que antes eram mansas com a divisão perde o equilíbrio do grupo por viver e imaginar-se só, acreditando em sua verdade apenas, pois a individualidade não era parte do ser que lhe deu origem.
Como tudo poderia voltar à origem inicial? Somente o saber, o criador, porque criou leis puras e somente ele tem a chave das infinitas combinações e possui o seu controle. Mas o que ganharia ele com ETA criação? Na eternidade nada se perde ou se ganha, porque ela é a eternidade.
Realmente, paira a grande dúvida: como tudo começou? Devemos partir do princípio de que tudo já existia e partir daí deu-se o desencadear dos fatos. Não adianta querer perguntar quem criou Deus, porque ele já existia e se algo o houvesse criado, creia, este é que era o verdadeiro Deus. A eternidade não admite princípios ou criação, porque ela possui o atributo de já era e sempre será.
Agora, voltemos à nossa mentalização. Retire toda a energia existente. Ficou somente o vazio. O nada. O nada é a negação da existência: nesse caso, estaria negando a ti, porque ainda te resta o atributo de espírito. Sejamos ousados. Retiremos o seu espírito: pare de pensar, porque você não existe. O que ficou? Agora ficou apenas o nada, ou seja, a ausência de tudo. Ainda há alguma coisa? Sim. O vazio sem nada é um buraco ou espaço? É. Assim sendo, não está tudo acabado, e o pior é que não podemos fazer desaparecer a idéia de nada ou vazio. Donde se conclui que o nada e o tudo são unos indivisíveis, imutáveis, infinitos, eternos.
Nunca você chegaria ao princípio do nada porque ele é ao mesmo tempo o tudo. Quando foi dito para eliminar seu espírito, quis-se dizer parar de pensar ou existir por completo. Você conseguiria parar de pensar, deixar de ser? Se conseguir, então, não poderá jamais saber o que realmente sobrou do universo por não estar presente. Diga-nos para onde você realmente imaginou que foi e em que ponto conseguiu se localizar; e se você localizou em algum lugar, esqueça tudo que dissemos, porque lá também faz parte do universo. A eternidade (Deus).
Concluímos que explicar a eternidade é algo simples exatamente porque é complexo, ou seja, abrange tudo. E o todo não pode ser explicado porque somos parte dele, e tentar fazê-lo é o mesmo que se auto-explicar; somente o todo pode se auto-explicar, o que, entretanto, não é preciso, por que seria explicar a quem? As partes? Não, porque as partes são ele próprio, e assim sendo ele é uno, e sendo uno não existe outro.
Logo, Deus não precisa se auto-explicar,
porque é eterno.
Dirceu Moreira, Guarulhos, São Paulo. Pg.62-63
Edição Planeta NO.122



