abrace a DOR e você vencerá este jogo! Reflexões Acerca do Ego

Postado em Atualizado em

Publicado em 30 de jun de 2014 por Rato de Praia
O ego não existe por si só. Se você meditar profundamente sobre um determinado ego(“eu”), vai perceber que ele se desvanece como uma nuvem. Ele não possui essência, não tem nada de concreto, é apenas uma associação de pensamentos que adquire uma personalidade própria. É como um fluir de pensamentos e emoções que se enredam e assumem a ilusão de ser alguma coisa real. Todos os egos são apenas associações de pensamento, assumem uma personalidade e quando estão no comando temos tanta certeza de sua existência que pensamos: este sou eu, eu sou assim, eu quero isso, eu não quero aquilo, é minha opinião. Porém, nada mais falso, são apenas pensamentos agrupados e associados que assumem vida própria e por alguns momentos acabam por assumir o comando.

Se formos capazes de reconhecer a ilusão como tal, ela se dissolverá. A identificação da ilusão é seu fim. Sua sobrevivência depende do nosso erro em considerá-la a realidade. Quando compreendemos quem não somos, a realidade do que somos aparece por si mesma. Assim, qual é a natureza dessa identidade ilusória?

Aquilo a que costumamos nos referir quando dizemos “eu” não é quem nós somos. Por um ato monstruoso de reducionismo, a profundidade infinita de quem somos confundiu-se com um som produzido pelas cordas vocais ou pelo pensamento do “eu” na nossa mente e com qualquer outra coisa com que o “eu” esteja identificado.

Quando informadas de que existe uma voz na sua cabeça que nunca pára de falar, as pessoas costumam ter duas reações: ou perguntam “que voz?” ou a negam com raiva – e isso, sem dúvida, /a própria voz, aquele que pensa, a mente não observada. Podemos considerá-la quase uma entidade que se apossou das pessoas.

Há quem nunca se esqueça da primeira vez em que conseguiu romper a identificação com seus pensamentos, momento em que foi capaz de sentir brevemente a mudança de identidade, deixando de ser o conteúdo da sua mente para se tornar a consciência lá no fundo. No caso de outros indivíduos, isso acontece de uma maneira tão sutil que eles mal percebem ou apenas notam uma abundância de alegria ou paz interior sem saberem o que originou esses sentimentos.

O sentido de liberdade só pode ser compreendido integralmente quando forem aniquilados os grilhões de nosso próprio cárcere psicológico, e isto só é possível na ausência absoluta do mim mesmo, sem desejos, sem paixões, sem apetências e temores. Querer melhorar é estúpido, desejar a santidade é inveja, cobiçar virtudes significa robustecer o EU com o veneno da cobiça. A liberdade é algo que há que conseguir dentro de si mesmo. Compreender este eu mesmo, minha pessoa, o que eu sou, é urgente quando se quer muito sinceramente conseguir a Liberdade” Chegou a hora da Grande Rebelião!

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